domingo, 9 de janeiro de 2011

Solidão...

É a solidão... Tudo poderia rezumir-se a sentir a tua falta... Mas isso não acontece a todas as horas do dia. Simplesmente, ao fim do dia sinto-o. Naquela hora do dia em que esta solidão se faz sentir dentro de mim. Aquele sentimento que faz com que tenha uma profunda sensação de vazio e isolamento, mesmo quando estou rodeada de milhares de seres humanos... Mas o que são eles? As pessoas que não nos interessam e não se interessam por nós nem se preocupam connosco são apenas parte constituinte da paisagem. Sinto falta. Sinto falta de um simples "olá". Mas nem sempre esse olá aparece no momento em que é realmente necessário...
Talvez não entendas...mas olha...eu também não!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Five hundred twenty five thousand six hundred minutes...


Five hundred twenty five thousand six hundred minutes... é o tempo que temos por ano.
É o tempo que nos é reservado para tudo o que ambicionamos. Para ler, escrever, falar e cantar... Para rir, sorrir e chorar... E para abraçar, beijar, gritar e sussurrar... Para tudo o que queremos fazer, dizer e pensar.
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos para viver bons e maus momentos. 525600... Parece muito, mas cada minuto passa tão rapidamente que, num ápice, chegamos ao final...sem sequer nos apercebermos. E recomeça de novo a contagem.
Cada um destes minutos deve ser vivido com tal intensidade que jamais seja esquecido. Não deve ser demasiadamente planeado nem completamente desidioso.
Devemos lembrar-nos de olhar sempre para o nosso reflexo, tanto quando passamos perto de um grandioso rio como quando pisamos uma pequena poça deixada pela chuva. Do rio, por mais límpidas que sejam as suas águas, pode vir algo de que não estamos à espera, pois não conhecemos o seu fundo. Da pequena poça, suja mas pouco profunda, vêm todos os ténues salpicos que esperamos e dos quais muitas vezes nos afastamos.
Isto acontece com as pessoas que vamos conhecendo... Há aquelas pessoas, como o rio, que, ao início, julgamos ser algo mas que, mais tarde, se mostram diferentes e nos fazem perceber que não conheciamos o seu interior. Mas nem todas são assim... Há pessoas que são como a poça de água. Às vezes não lhes damos a devida atenção e, depois, são as que mais nos apoiam e não nos magoam...
É também, e principalmente, para isto que servem estes quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos. Para aprendermos a distinguir uma pequena e conspurca poça de água de um grande e belo rio...

PS: Esta música foi-me dada a conhecer num exercício de uma aula de Expressão Musical I, na Faculdade :)