quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Uma pausa para pensar...


Por vezes, quando paramos a nossa correria diária para olhar-mos em volta e pensarmos sobre nós próprios, chegamos à conclusão de que não temos ninguém em quem confiar verdadeiramente os mais profundos segredos que nos enchem a alma… É nessas alturas que pensamos que a culpa de estarmos tão sós é inteira e exclusivamente nossa.
Passa-nos então pela mente que, se mudarmos, se nos tornarmos melhores, ou simplesmente diferentes, tudo irá melhorar, novas pessoas irão aparecer e preencher o vazio que sentimos no peito.
Mas, quando de repente regressamos à nossa vida, ao nosso pequeno grande mundo, apercebemo-nos de que há coisas que não podemos mudar. Podemos tentar evitar algumas das nossas reprováveis atitudes, alguns dos nossos maus comportamentos… Mas há realmente pequenas coisas que não podemos de forma alguma tentar mudar, porque são elas que fazem de nós o que somos e quem somos.
Depois percebemos também que talvez haja alguém que nos aceita tal e qual como somos. Alguém que aceita os nossos defeitos e as nossas qualidades e que, para que isso acontecesse, não tivemos que mudar absolutamente nada em nós. Essa pessoa (ou pessoas) nem sempre está disponível para nós, e talvez nem tenha obrigação de o estar… Mas, ainda assim, é alguém especial, de quem precisamos, que nos faz sentir melhor quando estamos em baixo, que nos dá a mão e nos puxa para cima, sem nos deixar cair… Alguém que tem aquele pequeno gesto no momento certo, que nos faz sorrir e a quem gostamos de ver o sorriso nos lábios, que nos faz ter vontade de cantar, rir, dançar, sonhar… Que nos faz esquecer tudo o que nos rodeia, que é nosso cúmplice, que faz com que tudo pareça perfeito na nossa vida cheia de imperfeições, que nos dissipa as dúvidas, ajudando-nos a encontrar as respostas e as soluções, que compreende os nossos medos e não nos julga pela existência deles.
Esse alguém é como um anjo que cuida de nós, nos protege mesmo quando tentamos mostrar ao mundo que somos muito fortes, nos suporta naqueles momentos em que nem nós próprios nos suportamos, nos abraça mesmo sem lhe pedirmos…
Mas… e se essa pessoa não existe? Como é que é suposto sentirmo-nos? Como é que é suposto agirmos?
Então, abrimos os olhos e acordamos… E a solidão volta… Tudo volta a ser como era antes…

9 comentários:

  1. Gostei muito deste texto, está sentido, e compreendo-te muito bem *

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  2. Gostei muito :)
    É verdade, por vezes aquela pessoa que nos fazia sentir essenciais, especiais, que nos entenderia sem colocar qualquer ponto de exclamanção existe apenas no nosso imaginário. Ou então, na grande parte das vezes, tentamos issular-nos tanto que não percebemos que aqueles que nos são mais próximos e que nos tentam ajudar são "anjinhos da guarda", que lutariam por nós e fariam tudo por nós, e em qualquer momentos.

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  3. Fizeste bem em voltar a escrever, gostei muito das tuas palavras!

    Espero que continues a seguir os meus dois cantinhos ;) Beijinhos ***

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  4. Adorei este texto, adorei a maneira como escreveste :o
    r: sim é verdade, basta querer :)

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  5. Belas palavras.



    Brendovieira.blogspot.com

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  6. Gostei imenso do texto.. Percebo-te perfeitamente!
    Beijinho grande **

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