Remoinho? Não!
Talvez ciclone ou furacão!
Sossegadamente surge,
Sem aviso prévio.
Sem pedir permissão, entra
E dança, canta e pula.
Não há quem acompanhe
Este trepidar de emoções.
E volta a doer.
Tal como sempre dói
Repete-se e torna a repetir-se.
A expectativa diminui
E a esperança é nula.
A calma grita exaltada
E a força resume-se a nada.
Baixo a cabeça e olho em frente,
Simultaneamente.
Só preciso que acreditem que sorrio
Quando, na realidade, agonio.
By Andreia Gomes
